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A importância de “mergulhar” no Espírito

O Espírito Santo de Deus tem sido meu Professor nesses últimos sete anos… Ele tem me ensinado principalmente através da adoração e da prática da oração em línguas, e assim tenho recebido muito entendimento da parte dEle, o que tem me transformado diariamente…

Uma das coisas que tenho aprendido com Ele é que existem 3 áreas onde precisamos de cura (3 níveis de cura):
– Cura física
– Cura espiritual
– Cura da alma
Das 3, a mais complexa é a cura da alma, sabem porque?
Porque envolve o nosso livre arbítrio.

Jesus disse: “E conhecereis a Verdade, e a verdade vos libertará” (João 8.32)
O que liberta é o conhecimento da verdade, ou seja, o que liberta é o fato da verdade “entrar” dentro de nós, e se tornar conhecida por nós.

A frase que o Espírito Santo me falou nesses dias foi a seguinte:

“Quando você recebe entendimento (conhecimento da verdade sobre algo, inteligência do Espírito/mente de Cristo) as tuas escolhas MUDAM”.

É isso que REVELA quem é liberto, e quem ainda não é: as escolhas.
Porque as escolhas definem o caminho que a pessoa vai seguir, e as escolhas REVELAM quais são as vontades que tem imperado dentro daquela pessoa.
As vontades nos influenciam muito nas escolhas, mas quando temos ENTENDIMENTO (conhecimento da verdade), as nossas vontades não mandam mais em nós, ao invés disso, nós as subjugamos ao governo do Espírito Santo.

Quando recebemos o entendimento do Espírito, quando Deus nos “dilata” o entendimento, quando recebemos a mente de Cristo, quando todo “espírito” de “burrice” sai da nossa mente… então temos opção de escolher novos caminhos, tomarmos novas decisões… e assim novas vontades poderão ser geradas em nós. Entendem isso?

Ser livre, ser liberto(a) tem a ver com as vontades… e as vontades estão ligadas ao entendimento, e o entendimento ligado as escolhas. Uma coisa depende da outra.
Uma pessoa sem entendimento (ignorante, sem conhecimento sobre a vida, e sobre si mesmo/a) costuma fazer péssimas ESCOLHAS, e também costuma ser uma pessoa difícil de se relacionar.

Observe melhor o que Jesus disse em João 8.31-32:

“…Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos; E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.”

De novo, mas agora com minha análise entre parênteses):

“…Se (“Se” é condicional, livre arbítrio, escolha pessoal) vós (Se vocês) permanecerdes na minha palavra (acreditarem nas minhas palavras, guardarem ela, e não duvidarem…), verdadeiramente sereis meus discípulos (aí sim vocês serão meus seguidores de verdade); E conhecereis a verdade (e ENTÃO vocês conhecerão a verdade), e a verdade vos libertará (e assim, por causa do conhecimento da verdade, a verdade libertará vocês. Ela fará de vocês homens e mulheres LIVRES).”

A maior verdade que o Espírito me ensinou a observar nas palavras de Jesus Cristo foi o quanto Ele nos ama.
Você precisa entender isso. Precisa acreditar nisso.
Porque?
Porque é A VERDADE.
O conhecimento dessa verdade vai te libertar poderosamente de tudo que tem te afastado do Senhor.

As mentiras vem para te afastar desse amor.
Acredite mais em Jesus. A única coisa que Jesus não é capaz de fazer é mentir. (Foi por isso que muitas vezes Ele se calou, porque Ele era incapaz de mentir).
O que Ele disse está escrito e é verdade.
Não foi um homem qualquer quem disse, foi Ele quem disse: “SE PERMANECERDES na minha palavra…”
Então você conhecerá a verdade, e ela te libertará!
Permanecer significa ACREDITAR nEle.
Permaneça!
Permanecer é a mesma coisa que “estar em Cristo”…

2 Coríntios 5.14-17:
“(14) Porque O AMOR DE CRISTO nos constrange, julgando nós assim: que, se um morreu por todos, logo todos morreram.
(15) E ele morreu por todos, para que os que vivem NÃO VIVAM MAIS PARA SI, MAS PARA AQUELE que por eles morreu e ressuscitou.
(16) Assim que daqui por diante a ninguém conhecemos segundo a carne, e, ainda que também tenhamos conhecido Cristo segundo a carne, contudo agora já não o conhecemos deste modo.
(17) Assim que, SE ALGUÉM ESTÁ EM CRISTO, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que TUDO se fez novo.”

A cura da alma (mente, emoções, pensamentos, vontades) DEPENDE disso gente.
Quando a cura é nessa área (alma), não adianta passar anos orando sem entendimento, porque o que liberta a alma (o que liberta a mente) é o CONHECIMENTO DA VERDADE.
É por isso que muitas vezes vemos crentes (muitos com mais de 20 anos de igreja) apresentando problemas básicos, coisas que já era para eles terem vencido, mas que estão ligadas as vontades erradas, escolhas erradas, ou seja, falta de cura NA ALMA.

O Espírito Santo é o nosso ajudador nesse processo.
“Eis que Deus é o meu ajudador, o Senhor está com aqueles que sustêm a minha alma.” (Salmos 54:4)
Vamos mergulhar no Espírito!
Paz!
Sarah Sheeva

03.12.2012

O Encontro

O Encontro

(Parte 1)

 

“Quem me conhece bem, sabe que eu sempre busquei a Deus, sempre procurei…

Sempre.

E quem procura, acha…

Hoje eu posso dizer que encontrei…

Eu encontrei Deus.”

 

Quando você encontra Deus, o Deus verdadeiro, o Deus que é a Verdade, algumas coisas acontecem com você.

A primeira coisa é que você descobre que o humanismo é uma tremenda mentira.

Você descobre que essa historinha humanista que te contaram desde pequeno de que: “A verdade tem várias faces”…

ou que: “Cada um tem a sua verdade…” é conversa fiada.

Você descobre que existe uma verdade sim. Não uma “verdade relativa”, mas uma verdade única e absoluta acerca da vida

e… também da morte.

Acerca de Deus, do céu, dos anjos e… também do inferno, do diabo, e dos demônios.

Essas são as primeiras descobertas que nos chocam… porque elas vão de confronto com toda a nossa “programação” mental,

com tudo que (desde a infância) havíamos aprendido nos filmes de contos de fadas e nas historinhas infantis…

A segunda coisa que você descobre é que: O que você encontrou (essa verdade absoluta, o Deus verdadeiro, e, o seu encontro com esse Deus Maravilhoso) é algo totalmente intransferível.

Você descobre que não conseguirá convencer as pessoas ao seu redor a descobrirem essa verdade, a menos que elas queiram. E isso te frustra um pouco, porque você já estava empolgado(a), se preparando para sair anunciando a plenos pulmões, e pelos quatro cantos da terra, o que você finalmente descobriu… essa parte não é fácil.

A terceira coisa que você descobre é que: A sua vida nunca mais será a mesma.

Isso porque você sabe que encontrou o que procurava.

Você sabe, não porque “sente” uma emoção forte, ou sente um “arrepio na espinha”, afinal essa certeza,

essa convicção (que chamamos de FÉ) não é simplesmente uma obra de emoções… é muito mais que isso.

Essa certeza, essa Fé, a convicção de que você O encontrou, é o sintoma do “nascer de novo”…

E aí nos deparamos com uma coisa realmente difícil: Definir o que é “nascer de novo”.

Já sabemos que (quando “nascemos de novo”) nosso espírito humano é vivificado e etc…

mas como explicar para as pessoas o que experimentamos? O que sentimos?

Em minha experiência foi assim:

Imagine se seus olhos estivessem se abrindo para uma nova realidade…

Como se você começasse a enxergar coisas que nunca imaginou…

coisas que nunca acreditou… e que sempre duvidou.

Quando você nasce de novo, você nasce no espírito, e a consciência reage a isso…

E aí, é impressionante como as coisas mudam de dentro para fora. Elas vão mudando lentamente…

e aquilo que antes te dominava, já não domina mais…

Aquilo que antes te cegava, já não cega mais…

Aquilo que antes era dúvida e incógnita, agora é firme, claro e nítido.

Algumas coisas são instantâneas quando nascemos de novo… Algumas…

Mas uma delas, e para mim a mais importante, é a percepção do amor que passamos a ter.

Percebemos o amor como nunca antes, descobrimos um Amor que nunca nem imaginamos que existia.

Um Amor eterno, infinito, indimensionável, e mais forte que a morte…

A morte não nos assusta quando estamos na presença desse Amor…

Ela se torna indefesa… inofensiva… incapaz de nos atingir…

A morte é reduzida à menor das coisas na presença desse Amor.

Ela enfraquece, enfraquece… até ser reduzida a uma pequena gota em meio a um oceano. Sem força, sem presença, sem expressão, sem autoridade. Sem nada.

O amor é mais forte que a morte.

Essa é uma das coisas que descobrimos quando nascemos de novo.

Nascer de novo é uma experiência pessoal e intransferível. Não tem jeito de induzirmos alguém a isso, tem que ser verdadeiro…

e para ser verdadeiro, tem que ser no espírito, só assim será verdade.

“…em espírito e em verdade”.

Viver “em espírito” (no controle do Espírito Santo de Deus) vai além da consciência, não somos nós que estamos no controle… é viver num estado que independe das circunstâncias ao redor.

É por isso que é tão difícil explicar para os outros o “sentimento” de nascer de novo… porque não é exatamente um “sentimento”, mas é um estado de espírito que independe dos sentimentos.

No momento em que nascemos de novo, entramos numa fase que muitos chamam de “primeiro amor”. Os crentes sabem o que é isso,

todos aqueles que já viveram isso sabem…

Tudo é novo…

Durante o primeiro amor tudo é diferente…

Parece que entramos na dimensão da eternidade, onde tudo é lindo…

Perfeito… Agradável… Bom…

Porém, não nos ensinam a lidar com a dimensão do tempo…

A dimensão difícil em que nos encontramos, em que vivemos.

O tempo vai passando, e a nossa alma vai se adaptando… ela é traiçoeira (enganosa) e desesperadamente corrupta

(Jeremias 17:9), a dimensão do tempo favorece a sua corrupção, porque no dia-a-dia ela é instigada pelas seduções deste mundo.

Movida pelas pressões externas, pelo bombardeio das incredulidades (de muitos ao seu redor), pela constante ministração do “espírito de curtir-a-vida” que o mundo oferece, e pelos entretenimentos dessa vida… a alma começa a “pedir de volta” os antigos hábitos,

os antigos “vícios”, os antigos costumes, o antigo estilo de vida, aquele em que ela liderava…

Ela quer de volta a velha criatura… aquela que a alimentava, que a valorizava… que a estimulava…

ela começa a querer tudo de volta porque ela quer voltar a governar…

A alma não conhece nem o caminho, nem a porta estreita, só a larga.

Então, como se não bastasse a guerra exterior (espiritual), começa a guerra interior…

começam as lutas… começa o processo de santificação.

E aí, quando decidimos entrar pelo caminho da santificação, pela porta estreita e pelo caminho apertado,

descobrimos porque temos de ir em direção a cruz de Cristo.

Descobrimos porque temos de carregar a nossa própria cruz… uma cruz que não é de madeira como a do nosso Senhor,

que não é física e material… mas que é a representação do lugar onde crucificaremos tudo aquilo que a nossa alma (viciada em governar) quer.

Descobrimos que teremos de abrir mão de um monte de coisas… não porque nos mandaram abrir mão,

mas porque descobrimos que aquelas coisas nos afastam do verdadeiro amor.

Descobrimos que a porta e o caminho estreito, que conduzem a vida, passam por essa cruz…

e que a cruz é o exercício de abrir mão das coisas que nos afastam da santidade (e da vontade) de Deus.

Mas a nossa alma tenta nos confundir… ela começa a nos dizer que a nossa vontade é boa… que não tem “nada de mais” em nossas vontades… que “não tem problema” se queremos algo que está fora da vontade de Deus…

pois é, ela é enganosa e corrupta… não podemos dar ouvidos a ela.

Quando nós começamos a resistir as mentiras da nossa alma, e as mentiras do diabo (muitas vezes assopradas em nossa mente como setas), então vem contra nós um novo tipo de ataque espiritual: O medo.

Começamos a ser bombardeados com o medo por todos os lados… Passamos a ter medo disso e daquilo… e surgem até mesmo novos tipos de medos.

O medo e a morte são muito íntimos um do outro… eles sempre andam juntos, são muito próximos um ao outro…

Mas “o verdadeiro amor lança fora todo o medo” (1 João 4:18) e é mais forte que a morte…

Como eu sei que ele é mais forte que a morte?

Em Cantares 8:6 diz:

“…porque o amor é forte como a morte…”

Observe: É forte como a morte…. ou seja, ele é tão forte quanto a morte.

Porém, há muito tempo atrás houve uma “briga feia” entre eles dois (o amor e a morte), e quem será que ganhou?

A resposta está em Apocalipse 1: 11 – 18, vamos ler:

 


“…Eu sou o Alfa e o Ômega, o primeiro e o derradeiro…”


“E virei-me para ver quem falava comigo. E, virando-me, vi sete castiçais de ouro;

E no meio dos sete castiçais um semelhante ao Filho do homem, vestido até aos pés de uma roupa comprida, e cingido pelos peitos com um cinto de ouro. E a sua cabeça e cabelos eram brancos como lã branca, como a neve, e os seus olhos como chama de fogo; E os seus pés, semelhantes a latão reluzente, como se tivessem sido refinados numa fornalha, e a sua voz como a voz de muitas águas. E ele tinha na sua destra sete estrelas; e da sua boca saía uma aguda espada de dois fios; e o seu rosto era como o sol, quando na sua força resplandece. E eu, quando vi, caí a seus pés como morto; e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo-me: Não temas; Eu sou o primeiro e o último; E o que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém. E tenho as chaves da morte e do inferno.”


Aqui está a resposta:

Quem ganhou a briga foi o Amor.

Por isso o Amor, o Verdadeiro Amor é mais forte que a morte.

Ele venceu.

 

 

 

O Encontro

(Parte 2)

 

Pois é…

Foi por isso que no dia em que Jesus me visitou no meu quarto, naquela noite de verão no final de Outubro de 1997, Ele me mostrou o amor que eu nunca tinha experimentado…

Um amor que não se explica…

Que não se pode medir… nem se pode suportar…

Como eu me lembro daquele dia…

Está gravado eternamente dentro de mim aquele momento em que Ele chegou no meu quarto em Espírito, e me chamou pelo meu nome…

Eu fiquei estarrecida quando vi que Ele sabia o meu nome… eu nunca havia imaginado aquilo, que Deus me chamaria pelo meu nome.

Ele me conhecia. E eu não o conhecia.

O amor entrou naquele quarto, encheu todo o lugar de uma forma tão poderosa que eu não pude suportar… e caí da minha cama para o chão, rolando de camisola… e me prostrei rosto ao chão.

Eu mal conseguia respirar de tanto choro.

A presença de Deus era muito mais forte do que eu podia suportar, por isso comecei a “passar mal” de emoção, porque minhas emoções não estavam preparadas nem capacitadas para experimentar aquilo.

Chorei compulsivamente na presença do amor dEle, era muito forte… mais forte que a morte.

Como eu sei?

Porque ela também foi lá.

A morte foi lá.

Ela chegou perto, estava a espreita esperando eu sucumbir à emoção… e foi quando eu comecei a sentir meus dedos formigarem…

Minha respiração travou no diafragma acelerado e compulsivo… os soluços já não saíam mais, porque o diafragma já não voltava,

já não descia mais da caixa torácica… meu coração parecia apertado dentro do peito, e começou uma dor sutil…

mas a dor foi aumentando na medida que a respiração não voltava…

Naquele instante senti que ia morrer…

Mas o mais estranho: Eu não me importei.

A morte não me assustou.

Eu estava na presença do Verdadeiro Amor.

Era a coisa mais maravilhosa que eu já havia experimentado na minha vida…

Não havia nada, nada, nada nessa vida que pudesse se comparar aquilo…

Todos os prazeres se tornaram insignificantes perante aquilo que eu estava experimentando… era indescritível…

Jamais esquecerei.

E no momento em que meu coração parecia que ia parar… Ele falou mais uma vez comigo, Ele me disse assim:

“Agora eu vou parar de falar com você, porque o seu coraçãozinho não está agüentando. Mas não sairei daqui,

continuarei na forma do meu Espírito Santo”.

 

E eu, que já não tinha ar, disse em pensamento, tentando articular as palavras com a boca que não produzia mais som:

 

“Não! Por favor, Não! Não pare de falar comigo! Não vá! Fique! Por favor, fique!”

 

E Ele continuou dizendo que ia deixar o Espírito Santo em seu lugar…

E naquele exato momento, a presença do amor dEle diminuiu… e imediatamente meu diafragma foi soltando do fundo do tórax,

minha respiração foi voltando bem devagar… e o choro foi voltando a ter som…

 

Jesus veio falar comigo, em pessoa, e eu só não morri porque Ele não deixou.

Um segundo a mais, e meu coração não teria suportado…

Mas o mais incrível para mim foi que, quando eu fui voltando a atmosfera natural, quando eu fui voltando a realidade da dimensão em que estamos, fui percebendo o que havia acontecido (e o que eu havia pedido a Ele no momento em que Ele me disse que teria que parar de falar comigo…) eu havia dito a Ele que não me importava em morrer, mas que, por favor, Ele não fosse embora de jeito nenhum, e que não parasse de falar comigo, porque eu nunca, em toda a minha vida, havia experimentado algo tão maravilhoso. Eu não queria que aquilo acabasse.

A morte perdeu toda a sua força perto daquele amor. O medo desapareceu perto daquele amor… e tudo o que eu mais queria naquela hora, era ficar lá, na presença daquele amor para sempre, eternamente… Foi a coisa mais maravilhosa de toda a minha vida…

A eternidade estava ali…

Ela me visitou, me tocou, e entrou dentro de mim.

Era a Sabedoria… Era a Eternidade… Era o Verdadeiro Amor.

Naquele momento, a felicidade era a menor de todas as sensações que eu estava experimentando…

Aquele amor provocava em mim sentimentos muito mais profundos que aqueles produzidos pela felicidade, eram sentimentos ligados a eternidade.

No momento em que Ele, o Senhor, se aproximou de mim naquele quarto, Sua presença parecia uma fogueira que ardia, mas não queimava, um fogo que consumia toda dúvida, todo pensamento inútil, toda futilidade… toda carnalidade…

E só restava Ele… Santo… o Mestre, o Verdadeiro Amor…

Reinando soberano sobre todas as coisas dentro de mim.

E isso que eu experimentei, foi apenas uma minúscula fagulha da presença dEle… da presença da Glória dEle.

 

Meu Deus! Quero te ver…

Quero te tocar…

Quero olhar em teus olhos…

E te dizer:

Te amo…

Eternamente, Te amo Jesus…

 

Sou tua Senhor, eternamente.

 

Sarah Sheeva

02/11/2009

Eu reconheço que preciso de um Salvador…

 

 

Eu reconheço que preciso de um Salvador…

 

Este vídeo (“O Homem no Buraco”) mostra algo maravilhoso: que nós não somos capazes de salvar a nós mesmos… mas que Deus conhece o desejo do nosso coração – nossas vontades mais profundas – de sair do buraco (Ele conhece quando essas vontades existem, ou quando elas surgem num coração afundado no buraco).

Muitas vezes o “buraco” que estamos, que caímos, que “nos enfiamos”, é fundo demais… simplesmente não sabemos como sair dele… e ninguém consegue nos ajudar. Alguns dizem que devemos fazer isso ou aquilo, muitas “religiões” nos ditam dogmas e doutrinas… mas na verdade, a única coisa que devemos fazer, a única que realmente importa é nos relacionarmos com Deus (na pessoa de Jesus Cristo e Seu Espírito Santo), porque somente esse relacionamento (que é o contrário de um ato religioso, porque ele não é um ritual, mecânico, obrigatório, mas é algo espontâneo) somente ele nos aproxima mais de Deus.

No entanto, por si só, Deus já está próximo de nós. Fomos nós que nos afastamos dEle. Fomos nós que “demos ouvido à serpente…” fomos nós que não prestamos atenção no caminho… que não olhamos atentamente para o chão, e que não vimos o buraco bem a nossa frente… e caímos.

Depois que a humanidade caiu, todos tentaram (por meio da lei) agradar a Deus… mas foi em vão, porque ninguém conseguia ser totalmente aprovado. Até mesmo Moisés, um grande homem de Deus, no final da vida foi reprovado, e por isso não entrou em Canaã…(Dt 34.4) Até mesmo Elias, no final de sua batalha contra Jezabel, se acovardou (1Reis 19.4)… Todos erraram, todos tropeçaram… todos caíram em algum momento… ninguém nunca havia conseguido recuperar o direito espiritual de “voltar para casa”. Mas aí veio um homem. Ele não era apenas um homem, Ele também era o nosso Salvador… O próprio Deus encarnado… O “Eu Sou”… O Verbo que se fez carne. E foi Ele que nos salvou. Ele conseguiu nos tirar do buraco que nós mesmos nos enfiamos…

Antes dEle vir nós tentamos de tudo… mas tudo foi em vão.

E é exatamente isso que esse vídeo mostra: que antes de Jesus vir, o homem tentava (e tenta até hoje) de todas as maneiras, salvar a si mesmo… mas não adiantava. Quando Jesus vem, quando Ele chega em nossas vidas, é Ele quem nos salva… Ele é o único capaz disso, ninguém mais.

Ele disse: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida, ninguém VEM ao Pai a não ser por Mim…(João 14.6)”

Depois da queda do Homem, a natureza humana passou a sofrer um terrível mal:

“A sensação de sermos indignos de ser amados…”

E, em minha opinião, o mistério mais profundo desse vídeo é a compreensão da nossa “justiça própria”: Um ciclo vicioso em que a humanidade se encontra, em busca de alívio para essa terrível “sensação” de ser indigno de amor. Tentamos a todo custo nos tornarmos justos (e fazer justiça) por nós mesmos, tentamos a todo custo sermos “aceitos”, sermos amados por nossos méritos humanos…  tentamos de todo jeito salvarmos a nós mesmos dos buracos que nos enfiamos… mas não adianta, nada do que fazemos é suficiente. Nada disso nos preenche. Continuamos a nos sentir indignos de ser amados.

Porque? Por vários motivos.

Primeiro, porque o papel do diabo é esse, ele nos acusa 24 horas por dia de “não sermos dignos de ser amados”. E é por isso – por causa dessa acusação – que estamos sempre nos sentindo “culpados”, que sempre parece que não fizemos o “suficiente”… que estamos sempre buscando ter, ter, ter, ter… ou então:  fazer, fazer, fazer, fazer… em busca de aprovação, em busca de amor, de aceitação, em busca da felicidade… 

Segundo, porque pensamos que sabemos o caminho, pensamos que sabemos a maneira que as coisas devem ser, devem acontecer… mas não sabemos. E por isso, por pensarmos que sabemos, nós só nos frustramos. Mas por incrível que pareça, quando nós finalmente nos frustramos com a nossa própria sabedoria humana, com a nossa “justiça própria”, Deus então vem mostrar para nós porque Ele é chamado de Salvador.

Depois que descobrimos que não adiantou ter, ter, ter, ter… fazer, fazer, fazer, fazer… Ele nos mostra que a única coisa que precisamos é: Ser, ser, ser, ser, ser…

Ser o quê?

Ser filho de Deus. Ser parecido com Jesus. Ser seguidor de Jesus. Ser santo como Ele é. Ser completamente apaixonado(a) por Ele…

Temos que nos lembrar que: “Ele nos amou primeiro…” (1João 4.19) O mérito não é nosso, o mérito é dEle.

Antes de nós o conhecermos, ou até mesmo sabermos da Sua existência, Ele já havia nos escolhido e nos amado. O amor dEle é imutável. Não há nada que possamos fazer para Ele nos amar mais, ou para Ele nos amar menos… Isso é imutável. 

Veja bem, algumas coisas na vida Cristã não são de graça… por isso Jesus disse: “Quem quiser me seguir, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e (depois disso) siga-me…” (Mt 16.24). Ou seja, para segui-lo temos que (pelo menos): Negar a nós mesmos e tomar a nossa cruz…

(negar a nós mesmos significa: negar as nossas vontades. E tomar a nossa cruz significa: fazer a vontade de Deus, uma vontade que nem sempre nos agrada, que parece absurda, mas que é a melhor).

 Mas há duas coisas na vida Cristã que são de graça, de graça mesmo: A Salvação e o AMOR de Deus por nós.

Ele simplesmente nos amou. Decidiu nos amar… nós não merecemos mesmo esse amor, mas nós recebemos, ou seja, aceitamos – mesmo sem compreender – esse grande AMOR que Ele tem por nós .

Esses dias estou gravando uma de minhas músicas favoritas do novo CD, ela tem tudo a ver com essa mensagem, e se chama: “Jamais te Deixarei”. Eu a recebi do Senhor em 2005, ouvindo uma pregação do meu querido Pastor Eber Rodrigues.  Leia um trecho da letra.

 

Jamais te Deixarei

(Letra e Música: Sarah Sheeva)

 

 

“Jamais te deixarei, jamais te abandonarei, porque eu te amo amado da minh’alma.

…E o que mais me impressiona é saber que as minhas fraquezas te atraem pra mim… E o que mais me emociona é saber que tudo o que me falta eu encontro em Ti… Pois Tu és forte, em tudo o que sou fraco, e Tu é capaz de tudo o que eu não sou, pois em Ti está a força, e em Ti há Poder, eu reconheço que preciso de um Salvador…”

 

Mais uma vez o Senhor me salvou de mim mesma…

No dia em que eu recebi essa música foi assim, eu descobri que a minha “derrota” é a “vitória” de Deus na minha vida…

Ou seja, quando eu finalmente descubro que eu não sou,

aí eu descubro que Ele é.

O que Ele é?

Ele é tudo o que eu não sou.

E o que eu não sou?

Eu não sou nada.

E o que Ele é?

Ele é Tudo.

Nele eu posso viver… Nele eu  posso todas as coisas…

Não em mim, mas Nele.

Eu Nele e Ele em mim.

 

“…já não vivo eu, mas Cristo vive em mim…” (Gálatas 2.20)

 

Sarah Sheeva

06/08/2009

 

Agradecimentos aos meus queridos pastores: Prs. Eber e Gleiva Rodrigues

Somos servos de quem obedecemos…

Somos servos de quem obedecemos

 

Todos nós somos servos de alguém…

Alguns podem pensar que mandam em suas próprias vidas… Mas será que mandam mesmo?

Se uma pessoa tiver de entrar em uma mesa de cirurgia, às pressas, quem garante que tudo sairá bem? O médico?

Será que a pessoa que estará sedada e, portanto inconsciente, pode garantir alguma coisa?

Quem poderá garantir que tudo sairá bem?

Ou quem tem o poder sobre a vida e a morte daquela pessoa? Ela mesma?

O médico?

Com certeza nenhum ser humano tem o poder de determinar o resultado. Podemos até fazer planos, usar do nosso conhecimento e sabedoria humanos… Mas se Deus não nos favorecer, tudo será em vão.

“O coração do homem planeja o seu caminho, mas o SENHOR lhe dirige os passos.”

(Provérbios 16.9)

 

A palavra “Senhor” significa “Dono”.

Quem tem sido o dono da sua vida? Você mesmo?

Quem é o Dono, o verdadeiro Dono?

De quem você depende? Do homem? Do seu trabalho? Da economia e etc?

De você mesmo?

Quem rege a sua vida? O seu humor? O dia a dia?

Quem tem determinado o seu “estado de espírito”? As circunstâncias? Você mesmo?

Ou a Palavra de Deus?

Quem “manda” em você? Quem determina a sua vida?

A  quem  você tem obedecido?

 

(Leia com atenção, e você vai descobrir).

 

A pessoa a quem nós obedecemos damos o “poder ” de ser o nosso “senhor”, o nosso dono, quem (ou o quê) nos domina.

Se nós obedecemos a Deus, então somos servos de Deus.

Mas se obedecemos ao pecado, à vontade da nossa carne, então somos servos do pecado e da nossa carne.

 

“Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é servo do pecado.”(João 8.34)

 

A palavra “servo” também significa “escravo”.

Aquele que “comete” significa “aquele que pratica”.

Praticar também é obedecer.

Por exemplo, podemos estar “obedecendo” a uma crença, a uma “programação” da infância, a um ensinamento, a uma tradição, a um sentimento, a uma emoção, ou a uma simples vontade… mas sempre estamos obedecendo a “alguém”.

Podemos nos tornar escravos das nossas práticas, se formos fiéis a elas mais do que somos fiéis a Deus e a Sua Palavra.

Somos “escravos” de quem obedecemos, porque se obedecemos, estamos dizendo que aquilo (ou aquela pessoa) é o “nosso dono”.

Se nós obedecemos, estamos consentindo, dando o poder (para quem é o nosso senhor/dono) de nos dominar, de mandar em nós, de determinar o que faremos ou não faremos.

 

João 8.28-34:

28- Disse-lhes, pois, Jesus: Quando levantardes o Filho do homem, então conhecereis quem eu sou, e que nada faço por mim mesmo; mas falo como meu Pai me ensinou (“Não faço o que quero, obedeço aos ensinamentos do Pai celestial”).

29- E aquele que me enviou está comigo. O Pai não me tem deixado só, porque eu faço sempre o que lhe agrada (“Eu sempre faço o que Ele quer que Eu faça… Ele lidera, Ele manda… Ele é o Dono…”).

30- Dizendo ele estas coisas, muitos creram nele.

31- Jesus dizia, pois, aos judeus que criam nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos (“verdadeiramente sereis meus seguidores, sereis parecidos comigo”);

 32- E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará (“e a conseqüência disso será: vocês conhecerão a verdade – como Eu conheço. A verdade que sou Eu mesmo – e então vocês serão livres do pecado, do mundo, da carne, das suas vontades… vocês serão livres – deixarão de ser escravos – de seus senhores, de suas vontades…”).

33- Responderam-lhe: Somos descendência de Abraão, e nunca servimos a ninguém (“nunca fomos escravos de ninguém, somos o povo descendente da promessa”); como dizes tu: Sereis livres? (“Porque precisamos ser livres se não somos escravos de ninguém? De quem precisamos ser livres? De quem – ou do quê – nós somos prisioneiros?).

34- Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete (que pratica, que tem vontade e é dominado pelo) pecado é servo do pecado.(é escravo do pecado).

 

Esse último versículo mostra que, aquilo que fazemos revela quem é o nosso dono.

É por isso que as nossas vontades têm de estar subjugadas ao Espírito Santo (à vontade do Espírito Santo), porque se não, se a nossa vontade nos dominar, ela será o nosso “senhor” (dono), e seremos seus escravos por fazermos exatamente o que ela (a nossa vontade) quer.

Nossas atitudes revelam o nosso querer, revelam a nossa motivação.  O nosso querer revela quem tem governado sobre nós, quem tem nos motivado. Ou seja, as nossas vontades (querer) mostram quem é o nosso “senhor”, porque nós sempre fazemos o que decidimos fazer, o que queremos…  Ou porque temos vontades de fazer, ou porque agimos por fé.  Mas mesmo quando agimos por fé (crendo na Palavra de Deus e ignorando nossas vontades, ignorando as circunstancias, mesmo assim) estamos  fazendo o que decidimos com nosso livre-arbítrio.  Ou seja, estamos fazendo o que queremos.

Deus não viola o nosso livre-arbítrio, Ele determinou que seria assim. Que nós decidiríamos certas coisas… Que nós não seríamos “marionetes” manipuladas por Ele ou por outros… Mas que teríamos o direito de fazer o que queríamos (ou não queríamos) das nossas vidas, para que Ele soubesse exatamente o quê, e Quem nós queríamos. É a maneira como Ele sabe sobre nós, se estamos decidindo eternamente por Ele ou não.

Por causa dessa liberdade de escolha que Ele nos deu, às vezes queremos o pior… isso acontece quando a nossa carne nos influencia, nos sugestiona, e quando damos vazão a ela… E quando damos vazão a ela, damos “poder” a ela, damos “força” a ela, damos o direito a ela de nos influenciar.

Nossas vontades não devem governar sobre nós… porque elas são enganosas. 

“Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?” (Jeremias 17.9)

(Coração=alma=mente, pensamentos, vontades, emoções…)

As nossas vontades são corruptíveis, são influenciáveis… por isso elas não são seguras (“enganoso é o coração…”).

Segura e confiável é a vontade de Deus, que é boa, perfeita e agradável. Por isso devemos obedecer a vontade de Deus, e não a nossa.

Uma coisa que agrada a Deus profundamente é quando nós entregamos o nosso “querer” a Ele, porque Ele sabe que nós não somos obrigados a fazer isso, Ele sabe que se fizermos isso, é porque nós QUEREMOS.

Dessa forma seremos verdadeiros servos de Deus, e não servos da nossa carne e do pecado.

Teremos de decidir:

Servo de Deus ou do pecado?

Escravo de Deus ou das nossas vontades?

Se eu tiver de escolher entre dois ou mais “senhores”, eu prefiro ser escrava de Deus (que é justo e bom Senhor e Dono) do que ser escrava da minha carne (que é enganosa e traiçoeira), e do que ser escrava do pecado (que vem do caráter do diabo).

É uma questão de inteligência…

“Porque, quem conheceu a mente do SENHOR, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de Cristo.”

(1Coríntios 2.16)

 

Rejeite o “espírito de burrice” que tem feito muitos crentes fazerem a escolha errada, e receba a “mente de Cristo”, que é, em outras palavras, a inteligência de Cristo, que nos faz fazer a escolha certa.

                     

                       Que Deus te abençoe,

 

Sarah Sheeva

02/07/2009

O Desafio de Não Sermos Governados Pelas Nossas Vontades

 

O desafio de não sermos governados pelas nossas vontades  
 
 
Meu Testemunho sobre Vida No Espírito
 
 
Em 2003 comecei a trabalhar na obra de Deus por tempo integral. Em 2004, já em meio ao ativismo, iniciei uma fase bem difícil… Me lembro que o desânimo e a vontade de parar com tudo, invadia meu coração quase que diariamente… foi uma fase muito ruim.
Então Deus me salvou de mim mesma mais uma vez… quando na ICI (igreja que sou membro) recebemos a visita do Ministério Ouvir e Crer, de Goiânia, e os pastores Eber e Gleiva Rodrigues foram ministrar para nós o 1º congresso sobre Vida no Espírito. 
Me lembro que na primeira noite eu estava totalmente desanimada…
quando me falaram que era um congresso sobre “Vida no Espírito” eu achei que já sabia tudo sobre esse assunto…
Então o Pr. Eber começou a ministrar uma palavra chamada “O valor da oração em línguas”, que é uma introdução no assunto “Vida no Espírito”, e eu, sempre prestando muita atenção ao que estava sendo ministrado, comecei a “ressuscitar” na cadeira…rsrs… isso mesmo, “ressuscitar”…
Isso porque eu estava “morrendo” espiritualmente, mas não sabia.
Se eu continuasse o meu caminho (a minha vida Cristã) daquele jeito, eu ia sofrer muito… eu iria morrer espiritualmente, e me tornaria uma pessoa “religiosa”, cheia de dogmas, mas sem a vida do Espírito Santo de Deus em mim…
Se eu continuasse naquele caminho de “vida na alma” ia ser esse o meu destino, e aí, eu poderia até mesmo continuar no ativismo, ministrando, cantando, fazendo a obra… mas a minha vida não iria produzir mudanças reais na vida de ninguém.
 
Isso é o que acontece com muitas pessoas (até com líderes) hoje em dia, dentro de muitas igrejas… Muitos começam bem, entram pela “porta estreita”… mas não permanecem no caminho… O desafio não é apenas entrar, mas é permanecer…
Me lembro quando o Pr. Eber começou a explicar a diferença entre a nossa alma e o nosso espírito humano… na época, aquilo foi uma revelação para mim, pois eu não sabia a diferença, eu achava que espírito e alma eram sinônimos, achava que era tudo “a mesma coisa”… rsrs… eu realmente estava por fora desse assunto.
No final daquele culto eu era outra pessoa… A Palavra de Deus “entrou” em mim de forma poderosa! Eu pulava tão alto, gritava com júbilo! O desânimo e a tristeza desapareceram completamente do meu ser! Foi tremendo!
Nunca me esquecerei daquele dia maravilhoso, o dia em que a minha alma começou a parar de me governar, e que o Espírito de Deus começou a trabalhar mais profundamente em meu espírito humano.
 
Para quem quiser ouvir ministrações em áudio sobre Vida No Espírito, acesse o site do Ministério Ouvir e Crer www.ouvirecrer.com.br.
Lá tem palavras tremendas sobre o assunto, para fazer download gratuito.
Para quem quer começar, eu indico as palavras do Pr. Eber Rodrigues, em áudio (nessa ordem):
 
-         “O Valor da Oração em Línguas”
-         “A Graça de Deus” .
 
Abaixo, leia uma palavra minha, fruto da prática da Vida no Espírito e da oração em línguas.

 

 

 

 

O desafio das nossas vontades,

e a vida “debaixo” do governo do Espírito de Deus.

 

 

Quando o Espírito governa sobre nós, as nossas vontades mudam! O nosso querer muda!

Quando Ele governa, o nosso querer é alterado, transformado… e começamos a querer as coisas que Ele quer, e não as que aprendemos que devíamos querer…

Então começamos a pensar no certo e errado do ponto de vista dEle, e não do nosso.

A mente de Cristo simplesmente “pensa” em nós, ela começa a pensar da maneira certa, da maneira de Deus.

Então nós realmente nos tornamos livres daquilo que antes nos aprisionava:

As nossas vontades malignas, corrompidas.

É exatamente isso o que mais nos aprisiona e o que mais nos faz cair:

As nossas vontades corrompidas.

 

As vontades são manifestas na alma (mente), e também no corpo, mas em primeiro lugar elas são geradas no nosso espírito humano, um lugar em nós que não temos domínio nem consciência.

  

 

A Bíblia diz que “a carne milita (luta) contra o espírito…” (Gálatas 5.17), satanás se aproveita da natureza caída da nossa carne (que inclui a alma) para tentar nos influenciar, e esta influência dele acontece não só na alma (mente), mas em nosso espírito humano, já que ele também é um espírito, ele tenta nos influenciar em nosso espírito humano, para com isso, gerar motivações malignas em nós.

Se a motivação é boa, alinhada com a Palavra de Deus, é óbvio que por trás dela está agindo o Espírito de Deus, mas se a motivação é ruim, maligna, então o que está agindo por trás é um espírito maligno.

Para discernirmos uma motivação boa de uma ruim precisamos conhecer o ponto de vista de Deus, que está em Sua Palavra.

A Bíblia é “recheada” de princípios (princípios são ensinamentos de Deus que visam nos proteger) e ao conhecermos esses princípios, vamos aprendendo a discernir o certo e o errado do ponto de vista de Deus, e não do nosso…

Porque através desses princípios, Deus revela a nós como Ele pensa, o que O agrada, o que O aborrece, o que O atrai a nós, e o que O afasta de nós.

 

A Bíblia diz que Deus é Espírito (Jo 4.24), então nós (imagem e semelhança dEle) somos em essência, espírito… e além disso, possuímos uma alma (mente), e moramos em um corpo físico (que é a “casa” do nosso espírito humano e da nossa alma).

 

A Bíblia também diz que podemos (e devemos) “nascer de novo” (João 3.3).

São palavras de Jesus, Ele disse:

 

“…Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.” 

“Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer?
Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus.
O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito.
Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo.”

(João 3.3-7)

 

O que é isso?

É quando o nosso espírito humano é vivificado pelo Espírito de Deus.

É como se, antes, o nosso espírito estivesse “dormindo” um profundo sono, e de repente Deus o “despertasse”.

Toda a humanidade nasce com o corpo vivo, com a mente viva, mas com o espírito humano morto… fruto da queda… por isso todos nós temos de “nascer de novo”!

Não tem outro jeito…

Se o espírito humano da pessoa ainda for “morto” (ainda não nasceu de novo, não foi tocado e vivificado pelo Espírito Santo de Deus) as vontades da alma e do corpo serão as únicas opções que esta pessoa terá, e dessa forma, as vontades da alma sempre irão governar… porque as vontades do Espírito Santo ainda não estarão sendo liberadas sobre o espírito humano daquela pessoa…

As vontades do Espírito ainda não estarão governando sobre as vontades da alma.

 

Mas quando o espírito humano “nasce de novo” (João 3.7), quando ele é vivificado, e principalmente quando ele recebe o batismo do Espírito Santo, aí o Espírito Santo vem morar dentro dele (dentro de nós), e a mente de Cristo começa a ser “baixada” (como um tipo de download, que é liberado) sobre a nossa alma (mente), e então acontece o seguinte:

De forma sobrenatural, na medida em que vamos nos envolvendo com Ele (e isso inclui tempo na presença dEle, tempo de oração em línguas, a leitura da Palavra e etc) as vontades dEle  “baixam” em nós (como arquivos daquele download) e começam a governar sobre as nossas próprias vontades.  

A ferramenta que Ele (Espírito Santo) nos deu para recebermos esses “downloads”  foi a oração em línguas, uma linguagem sobrenatural…

É por meio da oração em línguas que recebemos os mistérios de Deus sobre nós, para nos serem revelados na hora certa (1 Cor 2.7, 14.2).

 

Deus não quer que vivamos “na alma”, debaixo do governo dela (Ele quer que o Espírito dEle governe sobre nós), mas ao mesmo tempo, Ele também quer ser “O amado das nossas almas”, Ele quer ser desejado pela nossa alma, pela nossa mente, pelas nossas vontades…

Ou seja, Ele quer ser desejado (voluntariamente) pelas nossas vontades, e este desejo nosso será o maior sinal interno (que se refletirá no externo) de que o Espírito dEle está começando a governar sobre nós.

 

Este é o grande sinal de que estão se cumprindo em nós aquelas Palavras:

“…se o filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.” (João 8.36) 

E de que: “…do seu interior fluirão rios de água viva.” (João 7.38)

 

Como podem fluir “rios” de água viva de nós?

Os “rios” saem dEle em primeiro lugar, eles saem do Espírito Santo de Deus.

Mas se o Espírito Santo dEle também está em nós (em nosso espírito humano), então Eles também saem do nosso interior.  Saem dEle primeiro, que está no nosso interior!

E a água “viva”?

A “Água Viva” é Ele mesmo, o Espírito dEle (que é vivo) que cura os povos, que liberta, que muda tudo na vida das pessoas, por dentro e por fora…

muda tudo ao nosso redor.

 

O querer humano atua na alma. O querer divino atua no espírito humano, por meio do Espírito Santo, e depois ele (esse querer) invade a alma humana, sugerindo a vontade dEle.

Mas Ele não impõe… Ele não nos obriga.

O “querer divino” não nos obriga a querer… Ele apenas nos sugere,

de uma forma muito agradável e intensa… E nós, aceitamos a sugestão dEle (a idéia dEle é sempre a melhor).

Dessa forma, a alma passa a estar debaixo do governo do Espírito,

a nossa vida passa a ser governada pelas vontades do Espírito Santo, e não mais das nossas. 

As vontades do Espírito começam a prevalecer, predominar (sobre) a nossa alma, sobre as nossas vontades.

 

Será então a alma, o querer, o livre-arbítrio uma maldição? Não.

A alma só é trabalhosa e chata…

Mas ela (a alma) também tem seu valor, ela também é importante…

porque é através dela que expressamos nosso querer, e livre arbítrio, dados por Deus.

 

Recebemos dEle este poder (livre-arbítrio), e é por isso que Ele quer tanto que entreguemos as nossas vontades a Ele, simplesmente porque, é a única forma de ficar claro, de ficar declarado no mundo espiritual (e natural) o que (e Quem) nós queremos.

Ele quer que entreguemos as nossas vontades a Ele só porque queremos entregar.

Para que ele saiba qual é a nossa escolha mais profunda.

 

É por isso que começamos a orar em línguas hora após hora,

porque o nosso querer muda. Oramos simplesmente porque queremos.

Queremos nos entregar ao que Ele disse em Sua Palavra:

 

“Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito,

e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos” (Efésios 6:18).

 

Você recebeu dEle o direito de orar “por quanto tempo você quiser!”, e isso inclui a oração em línguas (a oração No Espírito, descrita em Efésios 6:18, e em 1 Coríntios 14:2,4).

O Espírito Santo “respeita” o teu querer, Ele está observando o teu querer e está te “aguardando” começar a querer.

Quando você começa a querer, ninguém te segura…

Porque Ele “precisa” disso (da tua decisão/obediência) para fazer o que Ele quer com você!

Ele só “precisa” que você queira para que Ele faça tudo!

Em todas as áreas!

 

Por Sarah Sheeva

20/01/2009

 

 

O que custou mais caro para Jesus?

 

O que custou mais caro para Jesus?

 

 

“…O que mais custou pro céu foi o seu direito de tomar decisões” .

(Dave Roberson, 22/01/09)

 

 

 

Estávamos na conferência do Dave Roberson, em SP, quando ele falou esta frase…

“…O que mais custou pro céu foi o seu direito de tomar decisões” .

Na mesma hora, Deus me disse “porquê” isso foi o “mais caro” para Ele (Jesus):

Porque se Ele não tivesse negado a Sua própria vontade, e crucificado ela (literalmente), hoje nós não teríamos opção, hoje nós seríamos escravos das nossas vontades.

Jesus lutou, pagou um alto preço na cruz (e venceu) para que você e eu possamos ser livres para escolher Ele, livres nas nossas vontades (dentro das nossas vontades) para escolher Ele.

 

Para quem não entende nada de “cruz”, preste atenção:

Na cruz Jesus trocou de vida com cada um de nós, por isso hoje,

cada um que crer nEle, e que o receber como Senhor (Dono) da sua vida, “troca de vida” com Ele no mundo espiritual.

A cruz funcionou assim no mundo espiritual, ela funcionou como uma espécie de esponja espiritual, que absorveu todos os pecados, todos os erros de todas as pessoas que já existiam (que queriam que Jesus fosse Senhor de suas vidas), e todos os erros daqueles que um dia iriam nascer, e querer Jesus também.

Ele morreu por pessoas que já existiam, e por pessoas que ainda nem tinham nascido…

O escrito de dívida que havia sobre nós, sobre toda a humanidade,

Ele pagou com a própria vida, morrendo em nosso lugar… trocando de vida conosco… e em troca da nossa morte, Ele nos deu a vida eterna que era só dEle, e tudo o mais que Ele tinha em si (Ele só tinha coisas boas).

 

O que custou mais caro para Ele foi o momento em que Ele teve de sentir as nossas vontades (podres) sobre as vontades dEle, e negar a cada uma delas.

E quando Ele teve de sentir isso, vieram sobre Ele não apenas todas as vontades mais imundas da humanidade, mas também todas as maldições, doenças, e desgraças existentes sobre a face da terra… por causa disso, automaticamente Ele foi separado de Deus.:

No momento em que Ele se separou completamente de Deus, no momento em que Ele ficou totalmente desamparado, Ele disse: “Pai, Porque me abandonaste?…”

 

 “E, à hora nona, Jesus exclamou com grande voz, dizendo:

Eloí, Eloí, lamá sabactâni? que, traduzido, é:

Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Marcos 15.34)

 

Foi nesse momento que Ele experimentou todas as nossas vontades corrompidas… Ele experimentou o que era uma vida governada pela alma, pelas vontades corrompidas da alma…

 

No jardim do Getsêmani Jesus orou fervorosamente (Lucas 22.44), e suou sangue devido ao stress e ao pavor, daquilo que Ele teria de enfrentar…

Mas do que Ele tinha medo?

Não era da dor física… não era da humilhação… o medo dEle era de ficar, por alguns segundos, separado do Pai Celestial, algo que Ele, sendo o filho de Deus, nunca tinha experimentado.

Esse era o “cálice” a que Ele se referia quando orou… De todos os “cálices” que Ele teria de “beber” durante o seu sacrifício, esse era o único que Ele não queria enfrentar…

 

Jesus sabia que esse seria o momento mais difícil de todo o sacrifício… Ele sabia que teria de vencer as próprias vontades, que eram de não se separar de Deus, e que teria de “trocar” de vontades conosco.

 

 

Mas Ele foi mais forte que cada uma daquelas vontades!

Ele conseguiu vencer a cada uma delas!

E depois de morrer por nós, levando em si a morte (que era para nós) e todas as demais desgraças… no terceiro dia Ele ressussitou!

Ele foi mais forte até que a morte! Ele venceu! Aleluia!

 

Quando o Espírito Santo governa sobre nós continuamente, e nos leva a um novo nível de santificação, a nossa alma começa a nos servir, porque ela começa a ser totalmente influenciada pelo Espírito, totalmente governada pelas vontades dEle, e ela literalmente começa a querer o que Ele quer! Ela passa a querer o que Ele quer!

O que mais custou caro para o céu, para Deus, para Jesus,

foi a restauração do nosso livre-arbítrio,

 

foi o nosso direito de tomar decisões.

 

Decida por Ele.

Ele merece.

 

Por Sarah Sheeva

22/01/09